O tempo e o buquê

Publicado: 23 de maio de 2020 em Crônica

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Sim, depois de um tempo – por vezes, bem curto – elas desabrocham, secam e esfarelam até não restar uma folha sequer.

Termina no lixo, após viver o auge em um vaso colocado sobre a mesa da sala decorando o ambiente com todo o seu colorido.

Se desintegra em um processo lento, mas que faz parte do ciclo da vida. No fim, somos como um buquê de flores desafiando o tempo.

Flores não são presentes. Por favor, não tratei-as desta forma. Flores são provas de um sentimento, do amor, do perdão, do carinho…

Um buquê dura tão pouco, é verdade, mas a lembrança de tê-lo recebido é eterna. Deem flores para os seus amores.

Poema para o Dia da Mulher

Publicado: 8 de março de 2020 em Poemas

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Hoje é dia do sorriso
Dia da superação.
Hoje é dia da beleza
Dia da perfeição.
Hoje é dia da amizade
Dia do companheirismo.
Hoje é dia de quem não descansa
Dia de quem empodera.
Hoje é dia da vitória
Dia da guerreira.
Hoje é dia delas
Dia da mulher.

 

Por André Farinha

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Um livro para o público adolescente-jovem e que traz como principal questionamento a importância do pensar (antes do agir) diante das adversidades que a vida nos lança. Estamos falando do livro ‘O telefonema que não fiz’, do autor Jonas Zair Vendrame, publicado pela editora Skull no ano de 2018. O drama, escrito em primeira pessoa, narra à conturbada situação em que Júlia, personagem principal, se meteu ao não realizar um telefonema solicitado pela sua chefa. Leia o resto deste post »

A poesia mora no olhar

Publicado: 24 de janeiro de 2020 em Crônica

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Um homem subindo a ladeira no entardecer, ao lado um matagal em crescimento, do outro casas com flores na frente e uma senhora, de idade já avançada, lavando a calçada.

Passa por ele um ônibus barulhento, carregado de pessoas transportando problemas. Passam por ele carros e motocicletas com pessoas transportando sonhos.

Enquanto caminha desafiando o calor, o céu em suas costas vai ganhando o brilho dourado. O Sol desaparecendo no horizonte distante e a Lua, tímida, começa a se exibir mais a frente.

É uma cena comum em qualquer cidade do mundo. É um quadro do cotidiano. É uma poesia feita pelo olhar sensível do poeta.

O menino que calçava sujeira

Publicado: 20 de dezembro de 2019 em Poemas

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Passou um menino correndo

Na frente do meu portão.

Tinha os pés calçados de sujeira

Trajava a roupa da poeira.

Em cada calçada que passava

O guri deixava a tua marca.

Apagada pela água da vizinha

No lavar da varanda encardida.

E mesmo que a velha esfregasse

Como quem apaga a palavra errada com a borracha.

Ela sabia que aquele menino passou por ali.

Correndo com os pés calçados pela sujeira

Trajando a roupa da poeira

Feliz como toda criança deve ser.